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Release da Palestra ° Kenzo

Publicado por: Lívie Kominato em: Junho 25, 2008

“Não gosto de ver peças antigas minhas, vejo muita coisa errada”
Kenzo Takada

A “palestra” incentivadora ou de aprendizados de Kenzo na verdade virou um bate-papo provido de perguntas já pré definidas e baseadas em apresentações de slides.
Fez faculdade de línguas em Kobe-JP, por naquela época não aceitarem homens nos cursos de corte e costura. Tempos depois a Bunka Fashion College começou a aceitar o público masculino entre seus estudantes, seu sonho era estudar lá. Contrariado pelos pais, decidiu se virar em Tókio e custear seu estudo sozinho. Durante o curso, sua preocupação era em relação às expectativas profissionais, mas, os professores diziam para não ter nenhum tipo de expectativa, naquela época nem existia prêt-à-porter no Japão. No ano de 1960 ele ganhou o prêmio SO-EM, que abriu portas e foi a realização de um grande sonho, muitas oportunidades apareceram e com isso ele pode decidir onde gostaria de trabalhar.
Alguns anos depois ele fez uma viagem de navio à Paris e conheceu lugares como Vietnã, Hong Kong, Saigon, Singapura, Bombei, Mar Vermelho, Alexandria, Barcelona e no início de 1965 desembarcou em Paris. Sua primeira impressão sobre a cidade não foi boa, conhecia Paris através do cinema, que é uma de suas paixões. A estação era escura e só ficou aliviado quando viu a iluminação da Catedral de Notre Dame. Vendo a apresentação de Dior, Pierre Cardin, ele achou que seria impossível trabalhar com moda em Paris, seu estilo era totalmente diferente do que os grandes estilistas apresentavam, ele não se sentia pronto diante das grandes diferenças. Com pouco dinheiro, decidiu retornar ao Japão em 67, mas não gostaria de deixar a cidade antes que alguém pudesse conhecer o seu trabalho. Então ele fez alguns desenhos e levou a um Maison para vender, conseguiu vender cinco desenhos por U$ 5,00. “O horizonte nascia na minha frente e me encorajou e ficar em Paris”. Vendeu desenhos para a Revista Ster e lá o apresentaram para a Galeria Lafayette para vender suas criações. Em 69 muitos conhecidos abriam suas boutiques e isso o inspirou a ter a sua também. Em Paris tinha visitado muitos museus e em um deles, viu a obra Jungle de Henry Rousso, que foi idéia para a montagem de sua vitrine, que demorou três meses para ficar pronta. Antes de abrir a boutique ele quis interpretar a moda a sua maneira, e trouxe então influências de seu país de origem. Como a década de 70 trouxe roupas mais largas, com o conceito de estar livre sua idéia de usar detalhes de ki mono foi um sucesso. “Nos anos 70 eu era jovem, não havia nada que me amarasse, eu não tinha receio e o que acabei fazendo tornou-se comercial”, nascendo aí o sucesso de Kenzo. Em 2000, com 60 anos, o estilista deixou as atividades de moda e iniciou trabalhos de decoração, seu trabalho pode ser encontrado na Baccarat.

“O Brasil é um país que vai contribuir muito no futuro, vocês, estudantes, estão num ambiente rico e feliz, estão bem servidos pelo país que têm rico em natureza. Devem fazer um bom uso ao extremo dessa energia e fazer disso um conceito, a moda não tem mais fronteiras.”

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That’s me!

Estilista, consultora, blogueira e jornalista (de moda!). Entre o 20 e o 30! Adoro verde com vermelho, estar atrás das lentes, dirigir e viajar!

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